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Conheça os sintomas da endometriose, doença que afeta 7 milhões de brasileiras


04/12/2017


Um problema que tem se tornado comum entre as mulheres é a endometriose. O sangue da menstruação se espalha pela cavidade abdominal e é absorvido pelos órgãos, criando vários nódulos. O organismo começa a combater este corpo estranho e inicia um processo inflamatório, que gera muita dor. Este quadro ocorre com cerca de 7 milhões de brasileiras, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde. O assunto, que já se tornou questão de saúde pública, foi discutido no simpósio Endometriose e Mioma in Rio, que ocorreu entre quinta e sábado da semana passada.

Segundo especialistas, a doença vem crescendo por conta das mudanças no modo de vida do sexo feminino.

— As mudanças comportamentais das mulheres, como adiar a gravidez, favorecem o aparecimento e o crescimento da endometriose. A exposição ao estrogênio, também aumentam as chances. Nossa alimentação é muito rica em hormônio feminino — explica Claudio Crispi, um dos coordenadores do evento.

O diagnóstico da doença costuma ser demorado, já que pacientes e ginecologistas nem sempre estão atentos aos sintomas (veja os principais ao lado).

— Para descobrir a endometriose é preciso fazer ultrassonografia e ressonância magnética especializadas. Se o médico não pensa na possibilidade de a doença existir, não identifica. Na nossa prática, cerca de 30% das pacientes fazem seu próprio diagnóstico e pedem ao médico os exames — revela Marco Aurélio Oliveira, outro organizador do simpósio.

A endometriose prejudica o funcionamento dos órgãos que afeta e é a causa de metade dos quadros de infertilidade feminina no mundo.

O tratamento da endometriose pode ser com medicamentos ou cirurgia. Apesar de mais invasivo, especialistas recomendam que o procedimento cirúrgico seja realizado, principalmente se a mulher quiser engravidar.

— A cirurgia elimina o foco da doença, e ainda não existe nenhuma medicação que faça isso. O remédio é um quebra-galho para a mulher que tem dor, pois impede o avanço do nódulo. Mas eles são à base de contraceptivos e impedem a gravidez — relata Marco Aurélio.

Claudio Crispi considera um erro, no entanto, submeter a mulher a inúmeras cirurgias:

— Deve haver uma remoção completa da doença. Se ficar algum nódulo, ele volta a crescer. Submeter uma mulher a várias cirurgias aumenta as chances de lesões e infecções.



Fonte: Extra



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