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Estudo de proteína abre possibilidade para remédios contra doenças no cérebro


02/02/2022


Na edição desta quarta-feira (2) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre a descoberta por um grupo de cientista brasileiros, em parceria com grupos da Holanda e dos Estados Unidos, que pode auxiliar na compreensão de doenças do cérebro.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificaram uma relação da proteína Lamina-B1 com o envelhecimento do cérebro. Segundo os estudos, o órgão perde uma proteína presente em todo o corpo com o passar dos anos, o que pode estar ligado a doenças do cérebro. Apesar da descoberta, cérebros de pacientes com doenças como o Alzheimer e Parkinson não foram analisados na pesquisa.

Segundo Fernando Gomes, a Lamina-B1 é responsável pela proteção do núcleo da célula astrócito, que, por sua vez, protege e nutre os neurônios do cérebro. Conforme a proteína vai desaparecendo do organismo, o astrócito encontra dificuldades de funcionamento.

A descoberta, de acordo com o médico, abre um leque incrível de entendimento na ciência, possibilitando, inclusive, a criação de novos remédios para o órgão. A partir do momento que temos um biomarcador e podemos fazer essa correlação, isso abre a possibilidade de criar novos medicamentos, pensar novas estratégias e, sobretudo, a sabermos que o envelhecimento tem que ser pleno e saudável, destacou.

Mas temos alguns desafios na frente, como as demências e, sobretudo, o Alzheimer. É um passo importante que a neurociência deu, identificando esse biomarcador, que vai possibilitar a construção de mais conhecimento, provar ou não mais hipóteses e assim sucessivamente, comemorou.

O neurocirurgião concordou que, com a descoberta, um dos tratamentos possíveis para o futuro pode passar pela reposição de proteínas, assim como o que é feito em terapias hormonais.

Gomes ressaltou, porém, a importância de compreender o funcionamento do suporte físico da atividade dos cerca de 86 bilhões de neurônios existentes no cérebro para o desenvolvimento apropriado de intervenções médicas.

No caso do Alzheimer, o especialista afirmou que, caso haja uma relação direta entre a ausência da proteína e o falecimento do neurônio, oferecer a Lamina-B1 ao cérebro pode ser uma forma eficaz de prevenir a doença. Como as possibilidades são amplas, a nova informação pode ser capaz de mudar totalmente o entendimento da senilidade e de doenças neurológicas.

O médico também acredita que a qualidade de vida de pessoas com Alzheimer deve melhorar nos próximos anos, recordando que a doença foi identificada no começo do século XX, enquanto a hidrocefalia de pressão normal, que realiza o diagnóstico diferencial, surgiu apenas na década de 1960.

Junto com isso vem a neurorradiologia, toda a questão do conhecimento básico biomolecular… faz a gente ter estratégias que percebemos apenas no campo clínico quando alguma coisa não está legal.

A ciência vem dando saltos. Conforme recebemos um golpe, como o da pandemia, grupos de pesquisa se organizam e conseguem marchar em um sentido comum de descobrir diagnósticos, estratégias de tratamento e tentar garantir para a população orientações para machucar menos o próprio corpo e intervir de forma adequada para garantir saúde, finalizou.

Fonte: CNN Brasil



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