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A frequência ideal de consultas pediátricas e até quando elas devem acontecer


22/06/2016


Levar a criança ao pediatra regularmente é essencial para garantir o desenvolvimento dela, mas o acompanhamento não pode parar depois dos primeiros anos de vida.

Logo depois que o bebê nasce, ainda nos primeiros meses de vida, as consultas com o pediatra se tornam um compromisso frequente na agenda da família - são elas que vão avaliar a saúde dele depois do parto, como ele está se desenvolvendo, se está ganhando peso corretamente… Mas se, em geral, os pais costumam seguir à risca a rotina de consultas e exames ao longo dos dois primeiros anos, é muito comum que depois disso só voltem a procurar o pediatra quando a criança estiver apresentando algum sintoma visível. E embora seja comum, a falha dessa prática é que ela foca num problema que poderia ter sido evitado caso as visitas ao consultório tivessem sido respeitadas.

"A principal causa do abandono do seguimento pediátrico das crianças é o desconhecimento, por parte dos pais, da necessidade de proteger e de preparar os pequenos para que se tornem adultos saudáveis", destaca o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, autor do livro Pediatria Hoje e diretor da clínca MBA Pediatria, em São Paulo. "A instabilidade financeira é outro fator que costuma afastar as famílias do consultório, mas não é o motivo principal. O que os pais precisam entender é que levar seus filhos ao médico é uma atitude preventiva", acrescenta o médico. Pensando nisso, recomenda-se que as consultas com o especialista obedeçam uma rotina: uma vez por mês durante o primeiro ano de vida, uma vez a cada três meses no segundo ano, semestrais dos 3 aos 7, e anuais até por volta dos 21 - sim, o acompanhamento por esse especialista vai até a fase final de crescimento.

Se isso pode parecer um exagero, vale destacar que cada vez mais surgem casos de crianças diagnosticadas tardiamente com doenças que poderiam ter sido evitadas caso as consultas tivessem acontecido regularmente. "O retorno ao consultório ocorre apenas quando necessário, em situações em que as crianças não apresentam uma boa saúde e são diagnosticadas com problemas que poderiam ser evitados ou tratados a tempo, caso houvesse acompanhamento. Diabetes, doenças de tireoide, doenças endócrinas e a Doença Renal Crônica (DRC) são algumas das consequências de não colocar as consultas em dia, além dos problemas de obesidade, crescimento e desenvolvimento motor e mental", alerta o especialista.

E caso você tenha achado estranho o acompanhamento pediátrico seguir até os 21 anos, é bom destacar que a função do especialista é garantir o desenvolvimento do seu filho também pensando no futuro. "A fase final do crescimento e a fase que a antecede (a adolescência) são de suma importância, pois além da puberdade, há aspectos afetivos e comportamentais que podem afetar a saúde. Devemos lembrar que o trabalho do pediatra é garantir que a criança e, depois, o adolescente se torne um adulto forte, saudável e capaz", ressalta Barros.


• Exames e vacinas

Além daqueles procedimentos que devem ser realizados logo após o nascimento e que fazem parte da triagem neonatal, ao longo do desenvolvimento do bebê e de acordo com as necessidades dele, outros exames devem ser realizados. "Por isso, é de extrema importância o acompanhamento com o pediatra para detectar qualquer anormalidade", lembra o especialista.

Outro ponto essencial é a vacinação, lembrada e incentivada pelo pediatra durante as consultas. Embora ao longo das décadas doenças tenham sido erradicadas, como a varíola e a poliomielite, nos últimos anos temos observado que muitas famílias estão deixando de vacinar suas crianças por medos infundados e incentivados por crendices populares. Isso é perigoso e irresponsável - lembre-se de que você faz as escolhas que vão garantir ou não a saúde do seu filho. "Infelizmente alguns tabus de desconhecidas origens incutem nos pais o afastamento da prevenção de doenças por meio das vacinas. Esse é um fenômeno mundial, quase sempre baseado em falsas informações que insinuam que os riscos seriam maiores que os benefícios, o que acaba influenciando negativamente na proteção de crianças e adultos contra moléstias infecciosas. É preciso informar mais e se fazer entender da importância que essas ações têm na saúde das crianças para que possam se desenvolver de maneira saudável", analisa o pediatra.

Então, se a vida anda muito corrida e você está com medo de acabar se perdendo nessa rotina, aproveite a primeira consulta com o pediatra para se planejar. Pegunte a ele com que frequência você deve levar seu pequeno e já se programe, tente deixar as próximas visitas ao consultório marcadas e anote na agenda, no celular, no calendário da geladeira… O importante é não esquecer que esse compromisso é fundamental para garantir o bom desenvolvimento do seu bebê.


Fonte: MdeMulher



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