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Pesquisa aponta que falta informação no Brasil sobre câncer de fígado


26/03/2018


Considerado o terceiro tipo de câncer que mais mata no mundo, com cerca de 700 mil mortes ao ano, o carcinoma hepatocelular, popularmente conhecido como câncer de fígado, é desconhecido por mais da metade dos brasileiros. A informação é de uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Oncoguia em parceria com a Bayer.

O estudo, intitulado Carcinoma Hepatocelular: Barreiras de Acesso, Diagnóstico e Tratamento no Cenário Brasileiro Atual, foi realizado em cinco capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre), com 1.500 pessoas na faixa etária dos 18 aos 65 anos.

Apesar de 53% dos entrevistados afirmarem ter conhecimento sobre este tipo de câncer, 61% deles não sabem quais são os principais sintomas e 59% desconhecem os fatores de risco, como hepatites B e C. A pesquisa revela que 76% dos entrevistados consideram o consumo excessivo de álcool como uma das causas da doença, o que, segundo especialistas, é verdade.

Um dos principais problemas foi o diagnóstico tardio: 62,2% dos pacientes são diagnosticados quando apenas cuidados paliativos e abordagem multidisciplinar para melhorar a qualidade de vida dos pacientes – são viáveis.

Por outro lado, só 10% têm diagnóstico em estágio inicial, quando ainda há a possibilidade de tratamento para que eles consigam permanecer com uma qualidade de vida considerável.

A população precisa ter mais acesso à informação de como obter o diagnóstico do câncer de fígado e quais são as opções de tratamento. Vemos que a maioria dos tumores é descoberta depois do avanço da doença, e isso tem impacto direto no uso das terapias e na sobrevivência dos pacientes, ressalta Luciana Holtz, presidente do instituto Oncoguia.

Quanto aos meios para se obter o diagnóstico, apenas 20% dos entrevistados acertaram ao dizer que os exames de imagem são os principais responsáveis por identificar o câncer. Uma a cada três pessoas conhece alguém com a doença, no entanto 44% disseram não saber sobre a existência de tratamento.

Segundo Roberto de Almeida Gil, oncologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca), há opções de tratamento para os diferentes estágios da doença.

Quanto mais cedo o diagnóstico, mais rápido será possível obter procedimentos potencialmente curativos, como a ressecção cirúrgica e transplante de fígado. Além destes, também há os que auxiliam na regressão do tumor, como a injeção percutânea de etanol e ablação por radiofrequência, diz o especialista.

Nos últimos cinco anos, foram diagnosticados pouco mais de 26 mil casos de câncer de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Flair Carrilho, chefe da disciplina de gastroenterologia clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), este número não mostra nem metade dos casos que existem no País, pela quantidade elevada de subnotificação.

Fonte: A Tarde



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