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Hoje é o Dia Mundial da Saúde Mental


10/10/2012


Luanda - Comemora-se hoje, 10 de Outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental, com o propósito de sensibilizar os governos a darem uma importância relevante a esta problemática, que assola o Mundo.

O dia, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é encarado como "prioridade global", apesar da complexidade existente na definição do conceito saúde mental.

"Os problemas de saúde mental constituem actualmente a principal causa de incapacidade e uma das mais importantes causas de morbilidade nas sociedades", segundo a OMS.

Para a organização internacional, este e outros factores fazem com que a saúde mental seja uma prioridade da política de saúde dos governos.

Pelas razões a seguir explicitadas, é possível perceber que tem sido longo o caminho na área da psiquiatria e saúde mental na procura de mudanças.

O documento propõe dez recomendações que são: proporcionar tratamento em cuidados primários; disponibilizar medicamentos psicotrópicos; proporcionar cuidados na comunidade; educar o público; envolver as comunidades, as famílias e os utentes; estabelecer políticas, programas e legislação nacionais; preparar recursos humanos; estabelecer vínculos com outros sectores; monitorizar a saúde mental na comunidade e
apoiar mais a pesquisa.

Este relatório incentiva o mundo a desenvolver não só estudos aprofundados, como também investigação, reflexão, discussão, implementação de políticas, criação de medidas e serviços, articulações e parcerias.

As patologias mais frequentes no mundo são: esquizofrenias (21,2%), depressões (14,9%), oligofrenias (13,3%), alterações associadas ao consumo do álcool (8,8%), neuroses (8,6%), outras (33,2%).

De acordo com a OMS, a crise financeira que atinge os mercados e o cidadão comum, devido o seu impacto em emprego e consumo de álcool, entre outros factores, terá repercussões na saúde mental das pessoas, aumentando os casos de stress, depressão e desordens mentais.

O consumo excessivo de álcool causa a morte de dois milhões de pessoas por ano e a cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, o que representa um milhão de suicídios anuais.

A OMS sustenta que a solução para estas situações não é "como era feito antes": trancar o doente em uma instituição psiquiátrica, o que, além de não resolver a origem do mal, é caro e pode expor o paciente a abusos.

A conclusão apresentada é a de que o atendimento médico primário para tratar os transtornos mentais é, de longe, muito mais efectivo, humano e barato.

O tema deste ano da efeméride é “Depressão, uma Crise Global", que chama a atenção para o peso à escala mundial da depressão e para a necessidade urgente da prevenção e do tratamento oportuno dos casos.

Por ocasião da data, o Director Regional da OMS para África, Luís Gomes Sambo, considera, em mensagem, que a depressão é uma perturbação mental grave e complexa que pode afectar qualquer pessoa.

Trata-se de uma das principais causas de incapacidade e contribui significativamente para o peso da doença a nível mundial

“As principais causas de depressão incluem o abuso do álcool e das drogas, a perda súbita de rendimento, a violência, as guerras e a deslocação das populações. Calcula-se que cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de depressão”, lê-se na mensagem.

Acrescenta que, quando não é convenientemente tratada, a depressão torna-se crónica, recorrente e muitas vezes conduz a incapacidade e por vezes a suicídios.

A nível mundial, prossegue a mensagem, perdem-se todos os anos cerca de 850 mil vidas devido a suicídio.

Os dados sobre a prevalência da depressão na Região Africana são bastante limitados, mas alguns estudos isolados indicam que, em algumas partes da Região, a depressão ocorre em cerca de 3% da população.

Segundo Gomes Sambo, em 2008, a OMS lançou o Programa de Acção Mundial para colmatar as lacunas em Saúde Mental, que se centra na advocacia, em iniciativas e orientações para ajudar os Estados-Membros a melhorar os seus sistemas de prestação de cuidados de saúde para as pessoas com perturbações mentais, neurológicas e resultantes do abuso de substâncias psicoactivas.

Gomes Sambo apela a todos os Estados-Membros para que aumentem o apoio aos programas para a saúde mental, dedicando recursos humanos e financeiros adequados para responder à depressão.

Convida também os Estados-Membros a integrarem totalmente a saúde mental na sua agenda nacional de desenvolvimento sanitário. A este respeito, a Declaração de Brazzaville sobre Doenças Não Transmissíveis enuncia as intervenções necessárias ao processo de integração.

”É possível prevenir a depressão e tratá-la se for diagnosticada precocemente. Evitar o stress, o abusos de substâncias psicoactivas, manter uma alimentação equilibrada e praticar uma actividade física, todos estes elementos ajudam a melhorar o bem-estar das populações e a prevenir a depressão. Não há saúde sem saúde mental”, disse Gomes Sambo.

Fonte: www.portalangop.co.ao



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