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Em uma década, país reduziu em 32% morte por AVC antes dos 70 anos


17/10/2012


Num período de dez anos, o Brasil registrou uma redução de 32% da taxa de mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas de até 70 anos, segundo o Ministério da Saúde. Entre 2000 e 2010, a taxa caiu de 27,3 para 18,4 mortes para cada 100 mil habitantes, o que representa uma diminuição média anual de 3,2%.
Segundo a pasta, foram registrados 33.369 mortes por AVC em 2010 nessa faixa etária. O AVC está entre as principais causas de morte no país. Os números foram divulgados por ocasião do 8º Congresso Mundial de AVC, que começou nesta quarta-feira (10) e prossegue até sábado (13), em Brasília.
A assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) às vitimas de AVC isquêmico e hemorrágico foi ampliada este ano, segundo o governo. Entre as novidades, está a incorporação do medicamento alteplase e a reestruturação dos serviços para tratamento e assistência.

Duzentos hospitais da rede pública têm condições de realizar atendimentos a pacientes com AVC, segundo o ministério. Esses locais podem usar o medicamento alteplase para o tratamento às vitimas de AVC isquêmico. Aplicado até quatro horas e meia após os primeiros sintomas, o remédio diminui em 30% o risco de sequelas do AVC, além de reduzir em 18% a mortalidade.
A doença ocorre devido à alteração na circulação cerebral. No AVC isquêmico há a obstrução de um vaso sanguíneo cerebral, levando à diminuição da circulação em determinada região do cérebro. No hemorrágico, acontece a ruptura de um vaso sanguíneo com sangramento dentro do cérebro. Os principais fatores de risco são a hipertensão, o diabetes, o colesterol elevado e o fumo.
Os sintomas mais comuns para identificar o AVC são a perda de força muscular de um lado do corpo, fala enrolada, desvio da boca para um lado do rosto, sensação de formigamento no braço, dores de cabeça súbita ou intensa, tontura, náusea e vômito, informa o Ministério da Saúde.

Fonte: g1.globo.com



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