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Tratamento mais eficaz e seguro para hiperplasia da próstata chegará ao Brasil


20/12/2012


Trata-se da terceira geração do equipamento que diminui o tamanho da próstata por meio de um laser. Nova opção consegue tratar glândulas maiores e, portanto, mais comprometidas.

Três homens que sofrem de hiperplasia benigna da próstata grave já estão na fila para serem os primeiros brasileiros submetidos à cirurgia mais moderna, eficaz e segura que existe atualmente para combater a doença. O equipamento responsável pelo procedimento, chamado GreenLight XHPS (sigla em inglês para "sistema de extrema alta performance"), a terceira e mais recente geração de terapia a laser verde para tratar a condição, chegará ao Brasil provavelmente em fevereiro de 2013. A operação desses pacientes ocorrerá no Hospital Vera Cruz, em Campinas.

Para ajudar a treinar os médicos do país a fim de capacitá-los a realizar esse procedimento, o urologista americano Lewis Kriterman, membro da Associação Americana de Urologia, diretor especialista na técnica, esteve no Brasil no dia 7 de dezembro. Ele já usa a tecnologia a laser em seus pacientes há mais 12 anos, e a nova geração, há um ano e meio. As aulas, que também foram ministradas pelo médico brasileiro Sandro Faria, coordenador do Departamento de Urologia do Hospital Vera Cruz, ocorreram no próprio hospital e tiveram a participação de 12 médicos vindos de diversas regiões de país.

A hiperplasia benigna da próstata é um aumento não canceroso da glândula que comprime a uretra, obstrui o fluxo de urina e pode levar a lesões nos rins. Há, basicamente, três abordagens para tratar a condição: medicamentos e dois tipos de cirurgia — a resseção transuretral da próstata (RTUP) e a operação com laser. Os remédios são capazes tanto de controlar os sintomas da doença — como a necessidade de ir ao banheiro várias vezes durante a noite, por exemplo — quanto de reduzir o tamanho da próstata. Porém, eles não promovem cura ou melhora definitiva e, portanto, precisam ser tomados pelo resto da vida.

Abordagem cirúrgica — A terapia com laser, segundo o urologista Sandro Faria, passou a ser usada no Brasil em 2010 e, atualmente, é oferecida por quase 20 hospitais no país — entre eles os hospitais Albert Einstein e Oswaldo Cruz, em São Paulo. No entanto, essas instituições oferecem a segunda geração da tecnologia — a primeira nem chegou a ser importada pelo Brasil.

As três gerações da técnica agem na próstata da mesma forma — por meio de um tubo inserido na uretra, o laser lança ondas de luz verde no tecido da próstata, cujo excesso vaporiza e desaparece na hora. A principal diferença entre as gerações da tecnologia é a potência de cada equipamento e, portanto, a eficácia em tratar próstatas cada vez maiores. Uma próstata pesa, em média, 25 gramas. A primeira geração da técnica era eficaz em tratar próstatas de até 80 gramas; a segunda geração, de até 140 gramas; e, a terceira, que irá ser aplicada nos três pacientes do hospital de Campinas, em glândulas de até 200 gramas. "Com isso, poderemos tratar 99,9% de todos os pacientes com a doença", diz Sandro Faria.

Método convencional, por enquanto — Essa técnica, porém, não é a principal no tratamento de pacientes com hiperplasia benigna da próstata no Brasil — a mais utilizada aqui ainda é a RTUP, desenvolvida nos anos 1950, pela qual é introduzido um endoscópio pela uretra. Atrelado ao endoscópio fica um instrumento que corta e extrai uma parte da próstata. Em países como os Estados Unidos, o método praticamente não é mais aplicado.

De maneira geral, um paciente submetido a essa cirurgia apresenta muito sangramento, precisa ficar com uma sonda durante até três dias, internado entre três e cinco dias e só pode voltar a realizar atividades como dirigir após quatro semanas do procedimento. A cirurgia a laser, por outro lado, exige que o paciente fique com uma sonda entre 12 e 16 horas e permaneça internado durante apenas um dia. Eles também conseguem voltar a dirigir dentro de uma semana. Além disso, o RTUP é eficaz em tratar próstatas de até 80 gramas. "Se a próstata for maior, é preciso uma cirurgia aberta, muito mais complicada, com internação de sete dias", diz o urologista brasileiro.

Cura? — Segundo o urologista americano Lewis Kriterman, normalmente não é necessária medicação após a cirurgia com o laser e é pouco frequente efeitos adversos depois do procedimento — menos do que 1% dos pacientes apresentam sangramento. Submeter-se à cirurgia, porém, não significa que a pessoa estará curada. "Depende muito do paciente. Em alguns casos, todos os sintomas são curados e, em outros, melhoram de forma significativa. Nós classificamos os sintomas da hiperplasia em uma pontuação de um a 35. Pacientes com sintomas muito fortes chegam perto do 35. Então, se o operamos e ele chega a uma pontuação de cinco ou seis, ele já terá uma grande melhora na qualidade de vida", diz.

Segundo Kriterman, teoricamente a cirurgia a laser é indicada para todos os pacientes com hiperplasia benigna da próstata, independentemente da gravidade do problema. No entanto, como trata-se de uma operação, que envolve anestesia e internação, ela deve ser discutida entre médico e paciente. "Muitos acabam preferindo tomar um remédio todos os dias para não ser submetidos a uma cirurgia. Mas se algum paciente pedir que eu faça o melhor que está ao meu alcance para tratá-lo, eu com certeza vou sugerir a cirurgia com laser", diz o urologista americano Lewis Kriterman. "Porém, é preciso ter em mente a importância do diagnóstico precoce, pois quanto mais grave é a doença, mais difícil é reduzir os seus sintomas."


Fonte: VEJA



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