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COMO VOCÊ VIVERÁ QUANDO TIVER 20, 30 E 40 ANOS?


06/03/2013


20 anos – estar na faculdade e se preparar para o mercado de trabalho. 30 anos – ter uma carreira bem-sucedida e morar sozinho. 40 anos – manter um casamento feliz, ter filhos e morar em uma casa própria. Essas e outras metas estabelecidas pela sociedade têm um grande poder sobre a vida de quem atinge as chamadas “idades-chave”, mas podem se tornar motivo de frustração para as pessoas caso não sejam realizadas.

O psicanalista Leandro Salebian define um aspecto perigoso dessa consciência: “Quando uma meta se mantém apenas por ser um ideal coletivo, genérico, e acaba sugando energias para a sua concretização, mas nunca é alcançada, é possível dizer que ela é problemática”.

Ter a aspiração de comprar uma casa grande, por exemplo, talvez sirva mais a um propósito ilusório de ser um vencedor na vida do que aos seus próprios desejos. “Há uma diferença considerável entre querer alcançar um objetivo para agradar a um imaginário consumidor (em que a própria pessoa é o objeto a ser consumido: ‘Sou um vencedor; por isso, todos devem me amar’) e pretender algo para se ter realização pessoal”, continua.

Já a psicóloga Tatiana Berta, especialista em terapia comportamental e cognitiva, acentua que a cobrança também guia as nossas ações. “Metas podem passar a ser obrigação e se transformar em ‘autorregras’, ou seja, conceitos que criamos a partir de experiências e que servem, muitas vezes, como um norte para as nossas atitudes.” E o objetivo pode se tornar mais uma cobrança social do que um desejo interior. “É comum vermos pessoas trocando de curso ou até de profissão por descobrirem que aquilo que, em algum momento, parecia ser a garantia de satisfação só tem deixado muito a desejar”, completa.

Mas e quando chega determinada fase da vida e nada aconteceu? Nesse caso, Tatiana aponta a ansiedade como problema: “No mundo imediatista em que vivemos, o qual nos conduz indiscriminadamente ao alcance de resultados rápidos, é comum que os indivíduos desenvolvam um padrão de baixa tolerância à frustração e se desgastem em função de atingir os objetivos idealizados antes de estarem, de fato, preparados para esse fim”.

Já Salebian completa que é impossível ter tudo na vida e que lidar com as frustrações faz parte do processo de crescimento. “Ao alcançar um objetivo, outro logo aparece – alguma aventura/vivência/objeto que despertará novos desejos. Ruim é parar de desejar.”

O problema está em “carregar” esses sonhos e colocar a pressão em cima de um marco imaginário, como os 30 anos. “Sofrer por entrar ‘na casa dos 30’ pode ser um sinalizador de que o indivíduo desenvolveu um padrão de autoestima inseguro, que não o auxilia a identificar com clareza a sua função no mundo”, analisa Tatiana, que recomenda terapia comportamental para auxiliar o paciente com essas frustrações.

Para não cair nessa armadilha, a terapeuta aconselha: “Procure estabelecer metas que tenham relação com o que de fato pode trazer benefícios para você”. E Leandro complementa: “Busque aquilo que lhe dê satisfação e prazer, evitando ideias como ‘Quero isso porque dizem que é legal’ ou ‘Quero porque tem que ser assim na minha idade’. Pense também que o barato da vida também é o processo de viver. Desejar as coisas com gosto, ter a boca cheia d’água e despertar a energia para batalhar por algo pode ser muito bom!”, defende.

Para Tatiana, esta é a chave para garantir escolhas que não te prejudiquem: “Priorizar-se nas relações não é uma atitude egoísta, mas, sim, uma sinalização de amor-próprio, condição necessária para o desenvolvimento de um posicionamento seguro no mundo”.

Quando chegar aos 40, a dificuldade é não entrar na famosa crise da meia-idade. “Nem sempre é sinal de fracasso não alcançarmos o padrão de felicidade imposto culturalmente. Desde que se tenha consciência das próprias necessidades, é possível ser feliz, ainda que não tenhamos a família do comercial de margarina ou o carro mais desejado do momento”, comenta Tatiana.

“Aprender a relaxar, por exemplo, pode ser um grande aliado nesse processo, uma vez que um padrão de ansiedade dificulta o nosso posicionamento assertivo no mundo. Tire uma horinha do seu tempo para realmente deixar o relógio de lado, durma um pouco mais, alimente-se melhor, esteja com pessoas com quem tem vontade de estar, mas sem culpa – a sua saúde exige isso!”, continua a terapeuta.
Por fim, Leandro lembra que idade não é mais questão de números e dá uma preciosa dica: “Movimente-se, em todos os sentidos, e mantenha ou redescubra as energias da vida que pulsam em você, usufruindo o viver e o desejar. Eu diria que isso é o que mantém um espírito renovado e faz com que os quarentões deem um banho de vitalidade em muitos jovens por aí”.

Fonte: Minha Vida



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