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Um novo remédio para rinite


24/06/2013



A turma dos alérgicos ganha um aliado contra os espirros, a coriza, a coceira e o entupimento constante do nariz

Depois de mais de uma década sem inovações nessa área, abilastina, uma droga antialérgica, já está disponível por aqui. Distribuído pela indústria farmacêutica Takeda, o anti-histamínico junta-se a uma pequena lista de fármacos para alergias, rinites e urticárias sem efeito colateral sedativo, aquela soneira característica desse tipo de tratamento.

A pneumologista Angela Honda, gerente médica do laboratório, explica que essa nova molécula não é processada pelo fígado, garantindo um risco mínimo de interferência com outros medicamentos e evitando danos em caso de alta sensibilidade hepática. “É diferente do que acontece entre o álcool e outros antialérgicos. Como ambos são quebrados no fígado, eles interagem e podem cortar o efeito contra rinite”, diz Angela. Outra vantagem seria o preço mais competitivo. A bilastina só não é indicada a crianças.

O fim da crise

Veja como a bilastina engana o corpo e interrompe os sintomas:

Anticorpos conhecidos como imunoglobulinas encontram o alérgeno, o capturam e fazem com que o mastócito uma célula do sistema imunológico, libere a histamina, desencadeando a reação alérgica.

A droga da vez é absorvida pelo sistema gastrointestinal. Sem ser processada pelo fígado, circula inalterada pela corrente sanguínea, onde irá competir com a histamina.

O objetivo do remédio é encaixarse nos receptores H1 das células antes da histamina, substituindo a ligação crucial para desencadear os sintomas. Sem receptor livre, a histamina acaba se degradando.


Fonte: Saúde Abril



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