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Estresse pode dobrar o risco de infertilidade nas mulheres


25/03/2014



O excesso de estresse pode dobrar o risco de infertilidade nas mulheres, alertam os cientistas. Pesquisadores afirmam que aquelas que apresentam elevados níveis de estresse têm metade de chance de engravidar no período de um ano. Com informações do site do jornal britânico Daily Mail.

Eles sugerem que métodos simples de relaxamento, como uma caminhada diária de 20 minutos, pode aumentar as chances de gravidez.

A relação entre os hormônios do estresse e a redução da probabilidade de gravidez foi estabelecida por cientistas em 2010.

Mas o último estudo é o primeiro a mostrar que tensões mentais e emocionais podem causar a infertilidade, que é clinicamente definida como a falta de sucesso em engravidar após 12 meses de tentativas.

Pesquisadores americanos rastrearam 501 casais por um ano e mediram os seus níveis de alfa-amilase, uma enzima na saliva que indica o estresse. Mulheres com altos níveis eram 29% menos propensas a engravidar do que as que tinham baixos níveis.

Depois de um ano de tentativas, elas tinham duas vezes menos probabilidade de engravidar, o que é suficiente para serem classificadas como inférteis.

O time por trás do estudo, publicado no jornal Human Reproduction, testou mulheres entre 18 e 40 anos sem problemas de fertilidade conhecidos, e que haviam acabado de começar as tentativas. O progresso delas foi seguido por um ano.

Courtney Denning-Johson Lynch, da Ohio State University, afirma que é importante que as mulheres não se sintam culpadas por não conseguir engravidar. “Nós sabemos que muitas coisas podem reduzir o estresse da mulher. Meditação e ioga podem ajudar, assim como simples exercícios díarios – de 20 a 30 minutos – são suficientes”, ressalta.


Ela reforça que as mulheres devem encontrar estratégias que caibam em suas vidas.

Allan Pacey, especialista em fertilidade da University of Sheffield, afirma que não existem evidências de que as técnicas de relaxamento podem ajudar na concepção mas, em contrapartida, não fazem mal algum. “Podem ser agradáveis e ajudar em outros aspectos da vida também”, argumenta.


Fonte: Saúde Terra



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