Rua Sorocaba, 706 - Botafogo
CEP: 22271-110 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.:2103-1500 - Fax:2579-3713
E-mail: sac@clinicoop.com.br
Notícias

[13/11/2018]
Aplicativo de celular identifica com precisão ataques cardíacos
Pesquisadores acreditam que aplicativo poderia ajudar pessoas em países sem acesso a exames como o eletrocardiograma tradicional.
[12/11/2018]
Exame de cinco minutos pode prever o risco de demência, diz estudo
Doença estaria associada a maior pulsação arterial, que desencadearia declínio cognitivo
[07/11/2018]
Inteligência artificial consegue prever Alzheimer anos antes do diagnóstico

[05/11/2018]
O inovador implante na medula que fez homem com paralisia voltar a andar
Cientistas da Suíça desenvolveram método que estimula impulsos em medula espinhal de pacientes.

+ mais   


TOC atinge quatro milhões no Brasil; saiba mais sobre a doença


17/10/2014



Lavar as mãos por horas a fio, ter medo de ser contaminado e organização excessiva podem ser traços do TOC

Quatro milhões de brasileiros sofrem com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), doença que faz com que percam a qualidade de vida – já que os obriga a repetir rituais sem sentido, como lavar as mãos por horas seguidas, mas que aliviam a ansiedade gerada pela condição. No entanto, é preciso distinguir TOC de mania. O primeiro é uma doença, a segunda, não.

Um exemplo é a mania que José Alfredo, personagem da novela Império, de arrumar a cama e querer deixá-la sempre impecável. Segundo o psiquiatra Luiz Vicente Figueira de Mello, do Ambulatório de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (IPQ), a atitude dele não é considerada TOC, já que o personagem não para a sua vida por causa da mania. “Ele sai para trabalhar, faz outras coisas”, comenta.

“É considerado TOC quando a pessoa apresenta sintomas que ultrapassam o limite da normalidade e atrapalham o dia a dia. Fora isso, é mania, que não é doença”, explica o médico. A presença de pensamentos e comportamentos repetitivos e que duram em média uma hora por dia é sinal de alerta. “A pessoa percebe que está com pensamentos exagerados, mas tenta se livrar deles e não consegue”, detalha Mello.

Ele diz que há casos de TOC em que o paciente dá banho no cachorro de estimação cerca de dez vezes por dia, por pânico de contaminação.

O presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, conta que o TOC é derivado de transtornos de ansiedade. “São pensamentos intrusivos que aparecem na mente e a pessoa não consegue se desvencilhar disso”, explica ele. “Ela pode achar que foi contaminada, então precisa fazer um ritual de descontaminação”, explica.

Um exemplo que ele dá é uma pessoa com TOC que lava as mãos. “Ela pensa que não só a mão está suja, mas o sabonete também. E lava o sabonete. Mas também pensa que a torneira está suja, portanto precisa lavar a torneira, depois o sabonete, e depois as mãos. Depois enxuga e começa tudo de novo”, conta.

Outro exemplo citado pelo médico são aquelas pessoas que precisam pisar com o pé direito assim que levantam da cama. Se pisam com o esquerdo, sofrem, deitam de novo, esperam um pouco e começam tudo de novo, para pisar com o pé certo.

Além dos pensamentos intrusivos, se a pessoa não obedecer a eles, isso gera uma ansiedade descontrolada e a ideia de que se não realizar todos os rituais, algo muito ruim irá acontecer, como a morte de alguém na família.

A pessoa torna-se escrava de si mesma, por isso é importante buscar ajuda. “Não dá para falar que o TOC tem cura, mas sim controle dos sintomas”, explica Silva.

De origem biológica e genética, há também grande influência ambiental para o surgimento dos sintomas. “Existem algumas pessoas que são educadas a serem obsessivas, a terem manias, isso depende muito da educação dada pelos pais”, explica o psiquiatra do Hospital das Clínicas.

“Mas, se elas não tiverem alterações biológicas, não desenvolverão TOC, no máximo alguns sintomas”, explica ele, citando que também há casos mais leves do transtorno.

Segundo o médico, a maioria desses sintomas acompanha o paciente a vida toda. “O que acontece é que a pessoa nem percebe, lava a mão automaticamente cinco ou seis vezes, mas é tão automático que isso passa a fazer parte da personalidade dela”, detalha.


Fonte: Saúde iG



Bookmark and Share

< voltar   
Home     |     Clínica     |     Especialidades     |     Corpo clínico     |     Localização     |     Contato