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Não consigo engravidar. E agora?


27/02/2015


A vida está caminhando bem, e você se sente preparada para ter o primeiro filho. Mas, ao tentar engravidar, percebe que será mais complicado do que o esperado. Essa reviravolta de expectativas, que gera ansiedade e preocupação, atinge 15% dos casais brasileiros em idade fértil – e a dificuldade pode ser um pouco maior quando a mulher tem mais de 35 anos.

A chance de um casal engravidar naturalmente é de 20% ao mês. Por isso, é normal haver um tempo de espera entre o início das tentativas e a gestação. Após um ano de relações sexuais regulares sem o uso de contraceptivos, 85% dos casais conseguem engravidar. Caso isso não aconteça, é recomendado procurar um especialista para investigar as possíveis causas. As mulheres acima dos 35 anos, por sua vez, não devem esperar mais do que seis meses para ir ao consultório, pois o passar do tempo tem impactos no sucesso do tratamento, explica Renato Tomioka, ginecologista da clínica VidaBemVinda.

• Possíveis causas

A investigação sobre a origem da infertilidade é algo delicado que envolve ambas as partes. Entre as razões mais comuns nas mulheres estão as lesões das tubas uterinas, as mudanças hormonais e a endometriose. Do lado masculino, as alterações do sêmen são um dos principais motivos, afirma Jonathas Soares, especialista em reprodução humana e diretor da clínica Projeto Alfa.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Rio de Janeiro (SBEM-RJ) listou as principais causas em:


• Mulheres

Ovulatória (30%): em geral, a ovulação não acontece pela irregularidade dos ciclos menstruais. A Síndrome dos Ovários Policísticos, doença endócrina mais comum nas mulheres em idade fértil, é muito diagnosticada pelos médicos.
Tubária (16%): ocorre quando as tubas uterinas têm funcionamento inadequado ou estão obstruídas devido a algum tipo de infecção, à endometriose ou a cirurgias pélvicas.
Uterina (10%): trata-se de alterações anatômicas congênitas ou adquiridas por miomas, pólipos endometriais, tumores, fibroses e infecções.
Fator cervical ou colo do útero (5%): as Neoplasias Intracervicias (NICs) do colo uterino são cada vez mais frequentes em mulheres jovens.


• Homens

Problemas congênitos: alterações na formação dos testículos ou nos túbulos que transportam os espermatozoides, os testículos fora da bolsa testicular e os defeitos no hipotálamo e na hipófise.
Problemas adquiridos ao longo da vida: infecções na próstata, por exemplo.

• O que fazer?

Segundo Jonathas, existe uma ordem nos tratamentos, que varia conforme o grau de complexidade do caso: Eles podem ser clínicos, cirúrgicos ou precisar do apoio de laboratórios para a fertilização in vitro. Lembrando que entre 30% e 40% dos casais recorrem a esse terceiro método diretamente ou depois de não terem sucesso em tentativas anteriores com outros métodos disponíveis.

Conheça a seguir os tratamentos mais comuns e as suas respectivas indicações.

Relação sexual programada: uma alternativa para quem tem problemas na ovulação. Com a técnica, essa etapa da reprodução é induzida por meio de medicação injetável. Em seguida, o crescimento dos folículos dos ovários (cada folículo contém um óvulo) é controlado por exames de ultrassom. Quando eles atingem um tamanho adequado, a ovulação é estimulada por meio de remédios, e as relações sexuais são programadas para esse período. O teste de gravidez é feito 15 dias depois. Custo médio: de R$ 900 a R$ 1.500 por ciclo.

Inseminação intrauterina: também conhecida como inseminação artificial, é um tratamento de média complexidade, indicado quando o homem tem uma alteração leve ou moderada dos espermatozoides e/ou a mulher tem uma condição adversa, como a endometriose leve. Além disso, é uma alternativa para situações em que não não se consegue definir uma causa clara da infertilidade. A primeira etapa é a indução da ovulação, com medicamentos. Quando ela acontece, o médico agenda o procedimento: a injeção de sêmen processado (resultado da separação de espermatozoides móveis dos imóveis) no útero. O teste de gravidez também é feito após 15 dias. Custo médio: de R$ 3.000 a R$ 7.000 por ciclo.

Fertilização in vitro (FIV): é a opção para problemas mais graves, como alterações tubárias importantes, endometriose grave, baixa quantidade e/ou qualidade dos óvulos e alteração significativa dos espermatozoides. O tratamento, de alta tecnologia, é realizado em quatro etapas: a indução da ovulação, a coleta dos óvulos e dos espermatozoides, a fertilização no laboratório e a transferência dos embriões. Assim que os óvulos começam a amadurecer, eles são coletados por meio de uma punção dos ovários e fertilizados pelos espermatozoides para gerar os embriões – que se desenvolvem no laboratório durante três a cinco dias. Após esse período, eles são transferidos para o útero. O teste de gravidez é feito após 9 a 11 dias. Custo: de R$ 9.000 a R$ 24.000 por tentativa.

Existe ainda outra modalidade de FIV, chamada de Ciclo Natural, que não usa medicamentos para induzir a ovulação, o que diminui consideravelmente os custos e também as chances de algumas complicações, como a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (resposta exagerada dos ovários, que passam a liberar estrogênio em altas quantidades, causando problemas para o organismo da mulher, por exemplo, inchaço e trombose) e a gestação múltipla. Isso porque o procedimento envolve um único óvulo, transferindo-se apenas um embrião. Custo: de R$ 6.300 a R$ 15.300 por tentativa.


• Outras possibilidades

Por fim, é importante destacar que algumas situações podem, ainda, ser resolvidas com cirurgia. Hoje, os índices de gestação após reversão de laqueadura chegam até 60% ao longo dos anos. Para a vasectomia, a taxa de sucesso depende essencialmente do que é encontrado no intraoperatório. Em geral, quanto maior o tempo de vasectomia, menor a taxa de sucesso, afirma Renato Tomioka.

Para os casos que não podem ser revertidos, a alternativa é adquirir óvulos ou espermatozoides doados. Veja como essas práticas são regulamentadas no Brasil:

Óvulos: a doação não tem caráter lucrativo ou comercial, e, para que ocorra, a idade máxima da doadora deve ser de 35 anos. São comparadas as características físicas e a tipagem sanguínea tanto de quem disponibiliza o material quanto de quem o recebe. Além disso, as identidades das mulheres envolvidas são mantidas em anonimato, segundo normas do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Espermatozoides: para realizar a doação, a idade máxima é de 50 anos. Ela ocorre em um banco de sêmen, onde o material é armazenado em nitrogênio líquido e as informações sobre as características físicas (fenotípicas) são colocadas à disposição da paciente receptora.

Você conhece alguma história de casais que enfrentaram dificuldades para conseguir uma gestação? Conte pra gente como eles superaram o problema da infertilidade.


Fonte: Portal Vital



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