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Mais de 95% da população do mundo tem problemas de saúde


16/06/2015


Nova pesquisa conclui ainda que mais de um terço da população convive com mais de cinco doenças

Uma nova análise feita a partir do estudo mundial sobre saúde, Carga Global de Doença (Global Burden of Disease, em inglês) de 2013, que recebe a sigla GBD, concluiu que apenas uma em cada 20 pessoas no mundo (4,3%) não tinha problemas de saúde. Além disso, um terço da população (2,3 bilhões de indivíduos) convive com mais de cinco doenças simultaneamente.

Os pesquisadores analisaram 35.620 fontes de informação sobre doenças e lesões de 188 países entre 1990 e 2013 e concluíram que, em todo o mundo, a proporção de perda de anos de vida saudável devido a doenças aumentou de 21% em 1990 para 31% em 2013.

Como a população mundial está crescendo e a proporção de idosos aumentando, o número de pessoas que vivem com a saúde debilitada está propenso a subir rapidamente nas próximas décadas, alertam os autores.

Nos últimos 23 anos, as principais causas de problemas de saúde quase não mudaram. Dor lombar, depressão, anemia por deficiência de ferro, dor de garganta e perda auditiva relacionada à idade foram as maiores responsáveis pela perda de saúde em geral. E em 2013, uso de drogas e álcool, lesões músculo-esqueléticas, transtornos de depressão e ansiedade responderam ​​por quase metade de toda a perda de saúde no mundo.

Segundo a pesquisa, publicada na revista inglesa The Lancet, as taxas de prevalência de doenças estão diminuindo muito mais lentamente do que as taxas de mortalidade. Por exemplo, enquanto os aumentos nas taxas de diabetes têm sido substanciais, com aumento por volta de 43% ao longo dos últimos 23 anos, a taxa de mortalidade causada pela doença aumentou apenas 9%.

"O fato de a mortalidade estar em declínio acelerado e da prevalência de doenças e lesões não-fatais é mais uma prova da importância de se prestar atenção na perda de saúde crescente a partir dessas principais causas de incapacidade, e não simplesmente concentrar-se na redução da mortalidade, diz Theo Vos, principal autor da pesquisa e professor de Saúde Global do Instituto de Métrica e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.


Fonte: Saúde iG



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