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Frigidez pode estar relacionada a alterações no ritmo cardíaco


02/07/2015


Estudo liga variações no ritmo cardíaco à libido feminina e abre possibilidades para melhorar o tratamento da disfunção sexual

A disfunção sexual em mulheres pode estar associada a uma baixa variabilidade da frequência cardíaca de repouso, aponta um estudo realizado pela Universidade do Texas, em Austin (EUA). A descoberta, creem os autores da pesquisa, pode ajudar os médicos a tratar a condição com mais eficácia.

A variabilidade do ritmo cardíaco (VRC) – a variação dos intervalos de tempo entre dois batimentos cardíacos consecutivos de uma pessoa – pode indicar o quão bem um indivíduo responde a mudanças fisiológicas e ambientais. Uma baixa variabilidade da frequência cardíaca de repouso tem sido associada a várias condições de saúde mental, como depressão, ansiedade e até mesmo dependência de álcool, bem como à disfunção erétil em homens.

Como a VRC tem sido relacionada a muitos problemas cardíacos e de saúde mental julgamos que era interessante trazer um marcador clínico estabelecido em nossas pesquisas sobre sexo, disse Amelia Stanton, pesquisadora de pós-graduação da Universidade do Texas e principal autora do estudo.

Isso nos permite olhar para a questão da disfunção sexual em mulheres de uma maneira totalmente diferente, observa ela.

VRC é uma medida sensível e objetiva do sistema nervoso autônomo, que compreende o sistema nervoso simpático – ele regula a resposta do corpo para situações de luta, por exemplo – e o sistema nervoso parassimpático, que regula as ações involuntárias do corpo, como a respiração e os batimentos cardíacos. Quando o corpo está estável, o sistema nervoso parassimpático tem um maior efeito sobre a frequência cardíaca.

No entanto, a ativação moderada do sistema nervoso simpático demonstrou aumentar a excitação genital em mulheres, disse Stanton. Usando o Índice de Função Sexual Feminina, que considera domínios tais como dor, satisfação e desejo, os pesquisadores analisaram a VCR e também o relato de 72 mulheres com idades entre 18 e 39 anos para avaliar a função sexual em geral.


Fonte: Saúde iG



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