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03/08/2015


Estudo indica que pessoas que dormem até mais tarde podem ter maiores chances de desenvolver doenças como diabetes, enquanto quem desperta mais cedo costuma ter a produção hormonal mais equilibrada

Cada um tem seu ritmo de sono. Algumas pessoas gostam de despertar bem cedinho, outras preferem ficar acordadas até tarde. Tem também quem, às nove da noite, já esteja dormindo no sofá, enquanto outras só conseguem desligar madrugada adentro. Muito tem se estudado nos últimos anos sobre os ritmos de sono, o que define que alguém seja madrugadora ou não, e principalmente, qual o impacto disso na vida de cada um.

Este padrão individual em relação ao sono é o que chamamos de cronotipo e ele reflete muito no nosso relógio biológico. Além dos hábitos individuais- se você gosta de ficar até tarde vendo séries, se perde as horas na internet ou curte ver o sol nascer- dormir cedo ou tarde não depende apenas do ambiente ou das suas preferências. Ser madrugador ou gostar da sessão coruja pode também resultar de uma tendência genética.

Existem variações em genes que afetam o modo como nosso organismo lida com o ciclo sono-vigília, ou seja, como o nosso corpo alterna os períodos de ficar adormecido ou acordado. E agora, o que está começando a ser desvendado é que este padrão de cronotipo também influencia diretamente nosso metabolismo, através da produção de vários hormônios.

Sabemos que muitos hormônios do nosso corpo são liberados a partir de algumas horas de sono, enquanto outros são produzidos após horas acordados. Tudo funciona como uma orquestra – onde cada instrumento tem sua hora certa de tocar para a música sair bem afinada e no ritmo.

É de uma pesquisa deste ano, o dado que sugere que pessoas que dormem até mais tarde podem ter maiores chances de desenvolver diabetes, Síndrome Metabólica e perda de massa muscular. E por que isso acontece? A hipótese é que os madrugadores tenham seus hormônios liberados nos horários e ritmo certos – ou seja, a orquestra está em ordem, enquanto que os vespertinos tenham um atraso na liberação de alguns tipos de hormônios, fazendo que com a orquestra toque um pouco fora de tom.

É como se os madrugadores tivessem o ciclo hormonal mais ajustado para responder às oscilações dos níveis de açúcar e do cortisol, que é o nosso hormônio do estresse. Sabe-se, por exemplo, que o cortisol é liberado assim que despertamos, e que, teoricamente, se você acorda cedo, sua a liberação dele poderia ocorrer de forma mais harmônica ao longo do dia – o que ajudaria a controlar os níveis de açúcar e regular o metabolismo mais facilmente.

Já quem acorda mais tarde, a liberação de cortisol ocorreria no meio do dia e deixaria os níveis do hormônio elevados por períodos maiores. E justamente este desbalanço da liberação do cortisol e outros hormônios, como a melatonina, poderiam explicar o risco mais elevado de doenças como Diabetes e Síndrome Metabólica.

Muitas vezes hábitos que pouco valorizamos – como a hora de dormir e a hora de acordar – podem nos ajudar a entender melhor nosso corpo. Para quem gosta de acordar tarde, ei, que tal tentar adiantar um pouco o despertador? Muitas vezes, pequenas mudanças geram grandes benefícios!


Fonte: mdemulher



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